20 de maio de 2018

Madeira 2018 #3

Sinto que nos últimos dias não respirei. Na Quinta-feira tive um dia horrendo profissionalmente falando, na Sexta trabalhei que nem uma doida e ainda fiz milhões de coisas para os preparativos da festa do segundo aniversário do Mati e da viagem para Svalbard, ontem fui ao cabeleireiro, fizemos uma sessão fotográfica, tivemos a festa, fomos para o Porto, voltámos do Porto, arrumámos as coisas da festa e terminámos de fazer as malas... E hoje partimos.

A viagem para Miami aconteceu numa altura em que estava bastante tranquila, e como tive dois dias de 'férias' antes de irmos (tecnicamente foi uma tarde de folga e um feriado) já estava naquele mood super histérico. Agora, e depois de uma sucessão de dias em que me deitei às duas da manhã e acordei às seis, sinto que vou num estado quase comatoso.

Também a viagem para a Madeira foi assim. Estava numa fase de muita ansiedade (tinha feito o exame do segundo ano na semana anterior e andava a tratar de todos os assuntos que deixei pendentes por causa do dito exame), e a última coisa que me apetecia na altura era deixar os meus rapazes para ir trabalhar. No entanto, mal lá cheguei o mood super histérico abateu-se sobre mim, e foi realmente uma viagem espectacular.

Aqui vão mais fotos :)

(Entretanto aproveito para agradecer o feedback positivo em relação ao vídeo! Também vou levar a GoPro para Svalbard, mas duvido seriamente que consiga fazer uma coisa tão fixe porque o Pedro claramente não é tão cooperante como a Joana e o Bernardo e porque não vamos propriamente nadar nem mergulhar em lado nenhum!) :)

Vista para as piscinas do hotel :)

18 de maio de 2018

Miami e Bahamas 2018 - O vídeo! :D

Eu adoro ver vídeos das férias dos outros no YouTube, principalmente quando são destinos para os quais planeio viajar em breve. Vai daí, no meu aniversário os meus amigos decidiram juntar-se e oferecer-me uma GoPro. É claro que andei sempre de GoPro na mão nas nossas últimas férias, e embora ainda nem tenha acabado de vos mostrar as fotos restantes da Madeira, a verdade é que já não consigo aguentar mais para vos mostrar o nosso vídeo.

Para primeiro vídeo, e modéstia à parte, acho que ficou brutal. Espero que gostem também :D E liguem a música! :D



16 de maio de 2018

Madeira 2018 #2

Tenho andado sem vontade nenhuma de escrever. Talvez ande a viver muitas coisas. Talvez ande a viver demasiado depressa. Talvez ande pouco disponível para pensar e muito disponível para agir.

E não sei, não sinto falta disto. Ultimamente tenho pensado imenso neste texto, e concluo sempre que o meu 1998 já passou. E que passaram três anos desde aquela reflexão, e eu continuo a pensar da mesma forma.

Já fiz coisas consideradas especiais. No auge do blog, fui reconhecida na rua várias vezes. Odiava. No auge do blog, recebia produtos em casa. Odiava. No auge do blog, passava horas todos os dias a preocupar-me com as coisas mais mínimas.

Odiava.

Hoje não sou especial. Sou normal. Tenho uma vida normal. Tenho uma família normal, uma casa normal e um trabalho normal, onde faço consultas normais e tenho dias normais. E chego à minha casa normal, abraço o meu marido normal e o meu filho normal e sinto uma felicidade que nada tem de normal. Estou feliz, absolutamente feliz, irremediavelmente feliz. Ser mãe completou-me de uma forma que não julgava ser possível nem nas minhas expectativas mais optimistas, e hoje sei com todas as minhas forças que nasci para isto: para ser esposa e para ser mãe.

Há quem nasça para a grandeza, eu nasci para esta normalidade, que para os outros pode parecer aborrecida mas que para mim é absolutamente estrondosa.

Olho para os textos que escrevia há três anos e acho-os quase brilhantes. E, por um segundo apenas, tenho saudades daquela inspiração toda. Tenho saudades dos dias longos, das horas intermináveis, da energia infinita, da inocência que transpira em todas as palavras. E depois olho à minha volta. E não trocava o que tenho hoje por nada. Sim, escrevo menos. Sim, escrevo menos bem. Sim, já não publico receitas. Sim, cresci e mudei.

Logo eu, que sempre achei que as pessoas não mudavam.

A piscina do nosso hotel, o Reid's Palace :)

8 de maio de 2018

Madeira 2018 #1

E começa a foto-reportagem da viagem à Madeira! :D Na verdade não foi uma viagem muito extensiva porque fui em trabalho, mas mesmo assim deu para conhecer algumas coisinhas :D Gostei imenso e vou voltar DE CER-TE-ZA :D

No Mercado dos Lavradores, conhecido essencialmente pela parte do peixe, que já estava fechada quando chegámos!

Abril.

O início de Abril parece ter sido há uma vida atrás. Foi um mês tão bom, com tantas aventuras, tantos programas deliciosos e tantos sonhos concretizados que até é difícil para mim acreditar que aconteceu mesmo.

O mês começou com um jantar no Moules & Beer e com o almoço de Páscoa em família. Poucos dias depois fiz finalmente o meu exame do segundo ano e não podia ter corrido melhor. Vai daí, fizemos um jantar de celebração do fim dos exames de todos, com direito a bolo, velas e parabéns a você!

O Pedro teve um congresso no Pavilhão do Conhecimento, por isso eu, a Joana e o Mati fomos passar uma tarde muito divertida. No dia seguinte decidimos aproveitar o mood cultural do fim-de-semana e visitámos a exposição 'Escher' no Museu de Arte Popular, que o Mati adorou. No fim aproveitámos para experimentar o brunch do Wish e para provar o bolo de chocolate da Landeau Chocolate :)

Quatro dias depois fui à Madeira em trabalho e aproveitei para encher a barriga com as lapas, o bolo do caco e a cerveja Coral e a alma com as paisagens maravilhosas (a foto-reportagem está mesmo a sair!).

Voltámos à Pizzeria Lucca e eu deliciei-me com a pizza de trufas e o tiramisú. Experimentei um hambúrguer da Gutsy num dia de urgência. Voltámos ao brunch, desta vez no Heim, e aproveitámos para conhecer O Bolo da Marta.

A minha cirurgia foi marcada, por isso afoguei as mágoas na Ladurée. Fomos à Revenge of the 90's e tivemos uma das noites mais memoráveis de sempre. 

Acabámos o mês a embarcar finalmente numa das viagens que foi cancelada no ano passado, e conhecemos Miami, fizemos um cruzeiro nas Bahamas, divertimo-nos no Everglades National Park e chorámos de emoção no The Wizarding World of Harry Potter do Universal Orlando Resort, naquela que foi uma das viagens mais épicas de sempre. Um dia depois de regressarmos ainda fizemos uma visita relâmpago a Londres para assistir ao teatro Harry Potter and the Cursed Child.

Foi um dos melhores meses de sempre, e confesso que ainda me sinto assoberbada com tudo. E muito sinceramente não sei o que fiz para merecer tudo isto. Depois destas emoções todas voltei ao trabalho ainda com a sensação de que estou a levitar, e mal posso esperar para ver o que Maio nos reserva (assim de repente temos o segundo aniversário do Mati e a viagem a Svalbard!).

Enfim, vamos a isso :)

26 de abril de 2018

That’s me.

Falava-se de reacções dos pais às diferentes identificações sexuais dos filhos quando eu comentei que para mim seria absolutamente indiferente o Mati ser heterossexual ou homossexual. Ao que o Bernardo e a Joana comentaram que possivelmente a minha reacção seria mais do estilo:

‘Vou já fazer uma coming-out party! Que tema queres? Unicórnios? Arco-íris? Ai meu Deus, vou já começar a fazer um plano no Word e um painel do Pinterest!’

Pronto, that’s me.

Gargalhadas às cinco da manhã.

Ontem fui ao Revenge Of The 90's e deitei-me às 6 da manhã. Acordei às 14.30h. Como hoje tinha de me levantar cedo, às 23h tomei dois comprimidos de melatonina e adormeci. Acordei super revigorada e cheia de energia, só para olhar para o relógio e verificar que eram... Três da manhã.

Vai daí, depois de percorrer a deprimência do costume no telemóvel (Instagram-mail-blog-Facebook-meteorologia), levantei-me, fiz um chá e escrevi a publicação anterior. Entretanto deparei-me com um post que escrevi durante a gravidez, e daí a começar a ler todos os textos que escrevi na altura foi um tirinho.

(Estava mesmo inspirada. Ou tinha mesmo imenso tempo livre.)

E encontrei isto:

'Eu explico: lembro-me perfeitamente do momento em que descobri que o Pai Natal não existia. Senti-me traída e enganada, e não quero mentir desta forma à minha coisinha fofa. Não porque tenha medo que o meu filhote fique magoado, mas porque simplesmente não me faz sentido mentir-lhe.'

E ri-me. Lancei uma grande gargalhada, sozinha na sala, às escuras, às cinco da manhã. Lembrei-me de todos os 'já não há pão Matias' e dos 'agora temos de parar de fazer festinhas no ãoão porque ele vai fazer ó-ó' e dos 'estes trinta brinquedos não podem todos ir para a creche porque têm de ficar em casa a fazer ó-ó' e de todas as outras petas que vou dizendo enquanto o Matias ainda acredita.

A maternidade é mesmo fixe :D

Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.

Quando comento em circunstâncias sociais que vou viajar sozinha ou com amigos, a primeira pergunta que me fazem é 'e o Matias fica com quem?'. Isto é terrivelmente frequente, e no entanto continua a deixar-me abismada, ao ponto de provavelmente responder com um ar de 'duh' que o Matias fica com o pai.

Às vezes as pessoas fazem um ar de surpresa 'ai meu Deus, o pai existe como elemento cuidador?'. Outras vezes, gabam a minha sorte 'por ter um marido que ajuda tanto'. Também já aconteceu comentarem que 'nunca conseguiriam deixar os seus filhos' porque 'gostam tanto deles', talvez pensando para si que eu gosto menos do meu porque vou. 

(Quando comento em circunstâncias sociais que o Pedro vai estar fora, ninguém parece questionar-se disto.)

Talvez isto aconteça porque as pessoas continuam a achar que 'mãe é mãe', mandando o pai para esse lugar tão injusto de acessório. Por alguma razão, toda a gente parece achar que eu sou mais capaz de cuidar do Matias porque sou menina. Ou parece ter pena do Pedro por eu lhe dar esse terrível fardo.

E eu explico-me. Explico-me, para tentar mostrar que há realidades diferentes. Que a realidade pode ser diferente. Que talvez a realidade devesse ser diferente.

Vou para Miami e o Matias fica com o Pedro porque ele pediu. Disse que achava que eu me ia divertir mais assim, que ia descansar mais e que o miúdo ia ficar mais confortável sem uma alteração tão abismal das suas rotinas. E eu disse que sim. E vou.

E eles ficam. Vivos, felizes, bem cuidados, bem alimentados, bem dormidos e lavadinhos.

Talvez com a roupa menos bem conjugada, mas pronto, não se pode pedir tudo.

22 de abril de 2018

On weekends we brunch!

Durante a semana, e enquanto está na creche, o Matias almoça às 11.30h. Assim sendo, vai fazer a sesta por volta das 12.30h e geralmente acorda por volta das 14.30h.

Durante o fim-de-semana tentamos ao máximo manter estes horários (até porque não temos grande hipótese, por volta das 13h já ninguém o atura!), e por isso tornou-se muito complicado a nível logístico almoçar fora. Ora, como o Matias vai dormir por volta das 19.30h, ir jantar fora também é um filme de terror.

Vai daí, arranjámos uma alternativa bestial: o brunch.

Eu sei que passei anos a maldizer o brunch, mas nos últimos tempos confesso que nos rendemos completamente ao conceito. Aos fins-de-semana o Mati acorda (por volta das 8.30h), come o pequeno-almoço, brinca um bocadinho e depois à hora do almoço dele vamos todos ao brunch :D Depois é só comer comer comer comer, chegar a casa e deitá-lo a uma hora bem decente (e muitas vezes ir dormir a sesta também!) :D

Pensei que poderia ser útil mostrar-vos três dos sítios onde fomos ultimamente, até porque assim também trocamos sugestões! :) Aqui vão:

18 de abril de 2018

Madeira 2018 - O resumo! :D

Há dois anos que não ia ao congresso nacional da minha especialidade. Fui em 2015 (foi em Vila Real), em 2016 estava de licença de maternidade (foi em Évora, salvo erro) e em 2017 estava de férias em Santorini (foi em Viana do Castelo), por isso quando comecei a planear as viagens deste ano sabia que o congresso nacional seria obrigatoriamente uma delas. Além disso, tinha imensa curiosidade para conhecer a Madeira, por isso pareceu-me uma óptima oportunidade para juntar o útil ao agradável.

(O congresso do próximo ano vai ser em Guimarães, mas não devo conseguir ir novamente porque calha numa altura que se adivinha muito dramática cá em casa por causa do exame de saída do Pedro.)

Há uns anos o Pedro tinha ido à Madeira (o pai dele trabalhava lá na altura) e não gostou nada (nem sei bem porquê, coisas de peixe morto provavelmente). Vai daí, eu tinha as expectativas relativamente contidas em relação à ilha (ou tão contidas quanto consigo tê-las, o que não é assim muito). Tinha visto algumas informações sobre a ilha (um grande eufemismo para dizer que li o Lonely Planet duas vezes, procurei montes de informações e não calava a matraca a falar do que queria ver), também queria aproveitar para descansar um bocadinho e acima de tudo sabia que ia passar grande parte do tempo a trabalhar, quer dentro do congresso quer fora (porque tinha uma apresentação para preparar) (no fim não preparei um bacalhau da apresentação, mas #noregrets).

No fim do primeiro dia do congresso fui beber uma cerveja com as minhas colegas à Praia Formosa, e enquanto víamos o pôr-do-sol lembrei-me da famosa frase dos meus pais:

'A nossa viagem preferida de sempre? A última e a próxima.'

E naquele momento juro que concordei com eles. E talvez a Madeira só seja a minha viagem preferida até chegar a próxima... Mas as memórias felizes já não vão a lado nenhum :D

Costa Vicentina 2018 #3

E chega ao fim a foto-reportagem da nossa viagem à Costa Vicentina, mesmo a tempo de mostrar a foto-reportagem da minha viagem à Madeira (spoiler alert: adorei!). Definitivamente parece-me que esta viagem ao Alentejo (e Algarve) abriu em grande o nosso ano de viagens :D

Jantar no 'Costa Alentejana', na Zambujeira do Mar! Na foto, a minha sangria com vinho azul! :D

A mãe.

Tinha acabado de adormecer quando um grito assustado me fez saltar da cama. 'Mamã!'. Era uma da manhã. Corri para o quarto do Matias, que chorava enquanto estendia os braços para mim. Peguei-lhe ao colo, ele aninhou-se em mim e chorou. Chorou muito. 'Ãoão, ãoão', repetia entre soluços. 'Tiveste um pesadelo?' - perguntei. Mais lágrimas.

Sentei-me no cadeirão. O Matias enrolou-se contra o meu peito e adormeceu entre beijinhos.

E ali, no escuro da noite, no silêncio da madrugada, sentada naquele cadeirão onde tantas vezes dei biberões durante a noite, com o meu filho de quase dois anos aninhado contra mim, eu senti um daqueles momentos de felicidade suprema. E quis congelar para sempre todos os detalhes daquela memória.

Voltei a deitar o Matias na caminha dele, voltei para a cama e adormeci. Hoje encontrámos o Óscar (cão extremamente simpático e pachorrento que vive perto da creche) e o Mati fez-lhe muitas festinhas.

Para ele, não passou de um susto. Para mim, foi (mais) um dos momentos mais comoventes da maternidade.


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